O governo brasileiro acusou nesta terça-feira (20) o presidente da Argentina, Javier Milei, de tentar interferir nas eleições presidenciais após o argentino insinuar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderia fraudar o resultado do segundo turno, marcado para domingo (25). Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores classificou as declarações como uma tentativa “inaceitável” de ingerência externa no processo democrático brasileiro.Em post no X, Milei afirmou esperar que a campanha petista não tente “roubar a eleição” e chamou o presidente brasileiro de “esquerdista ladrão”.“Espero que o último truque sujo de campanha deles não inclua roubar a eleição”, escreveu Milei, que apoia a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).A publicação foi feita em resposta a um vídeo no qual Lula defendia o fim da escala de trabalho 6x1. No trecho compartilhado, o brasileiro argumentava que a jornada prejudica especialmente as mulheres, que frequentemente dedicam o único dia de descanso às tarefas domésticas.Milei reagiu chamando integrantes da esquerda de “delinquentes” e acusando setores progressistas de hipocrisia ao abordar o machismo. Na sequência, levantou suspeitas sobre a lisura da votação brasileira, sem apresentar provas de qualquer possibilidade de fraude.Em resposta, o Itamaraty afirmou que os ataques do presidente argentino, interpretados pelo governo como dirigidos também ao Judiciário e às urnas eletrônicas, representam uma nova tentativa de interferência na política brasileira.“As ofensas de hoje do Presidente da República Argentina ao Brasil, desta vez dirigidas ao Poder Judiciário e ao sistema de voto eletrônico, constituem nova e inaceitável tentativa de ingerência externa no processo democrático brasileiro”, declarou o ministério.O governo também associou as declarações de Milei às acusações de fraude eleitoral difundidas por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro após a derrota nas eleições de 2022.“O Presidente da República Argentina reitera mentiras difundidas por aqueles que perderam as eleições e protagonizaram o golpe militar fracassado, há quatro anos. Essa antidemocrática manifestação é inaceitável, desequilibrada, e não condiz com a postura que deve ter o chefe de Estado de um país amigo”, acrescentou o Itamaraty.Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp









