Héctor Nuñez, CEO da rede varejista de brinquedos e produtos infantis, monta uma nova equipe para reerguer a empresa; valor da dívida renegociada não foi divulgado

Loja da Ri Happy: empresa é mais uma varejista a apelar para a recuperação extrajudicial
Loja da Ri Happy: empresa é mais uma varejista a apelar para a recuperação extrajudicial · Imagem: Loja da Ri Happy: empresa é mais uma varejista a apelar para a recuperação extrajudicial Foto: Ri Happy/Divulgação / Estadão

19 out 2026 - 11h19

Grupo Ri Happy entra com pedido de recuperação extrajudicial
Grupo Ri Happy entra com pedido de recuperação extrajudicial · Imagem: Source: www.terra.com.br

(atualizado às 12h15)

Héctor Nuñez, CEO da Ri Happy, inicia mudanças para recuperar a empresa
Héctor Nuñez, CEO da Ri Happy, inicia mudanças para recuperar a empresa · Imagem: Héctor Nuñez, CEO da Ri Happy, inicia mudanças para recuperar a empresa Foto: Alex Silva/ Estadão / Estadão

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Imagem da matéria: Grupo Ri Happy entra com pedido de recuperação extrajudicial
Imagem da matéria: Grupo Ri Happy entra com pedido de recuperação extrajudicial · Imagem: Source: www.terra.com.br

- Por: Márcia De Chiara

Grupo Ri Happy entra com pedido de recuperação extrajudicial
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Resumo

Grupo Ri Happy entra com pedido de recuperação extrajudicial
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O Grupo Ri Happy pediu recuperação extrajudicial para renegociar dívidas, contando com forte adesão de credores. Adquirida em agosto pela BluSun Capital Partners e novamente liderada pelo CEO Héctor Nuñez, a varejista passa por reestruturação operacional e financeira, incluindo troca de sede e de diretoria. A medida busca reequilibrar o capital frente a juros altos e concorrência, além de superar o fraco desempenho do novo modelo de loja Divertudo, mantendo a operação de suas quase 300 lojas.

Grupo Ri Happy entra com pedido de recuperação extrajudicial
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Loja da Ri Happy: empresa é mais uma varejista a apelar para a recuperação extrajudicial

Grupo Ri Happy entra com pedido de recuperação extrajudicial
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Foto: Ri Happy/Divulgação / Estadão

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O Grupo Ri Happy, uma das maiores redes varejistas de brinquedos e produtos infantis do País, protocolou neste domingo, 18, um pedido de recuperação extrajudicial, engrossando o grupo de varejistas que buscam esse mecanismo para renegociar dívidas.

Processo sobre fraude na Americanas tramita em segredo de Justiça Foto: Taba Benedicto/Estadão / Estadão
Processo sobre fraude na Americanas tramita em segredo de Justiça Foto: Taba Benedicto/Estadão / Estadão · Imagem: Source: www.terra.com.br

A empresa não informa o valor da dívida a ser rediscutida, mas destaca, por meio de comunicado, que "já conta com expressiva adesão de credores". A recuperação extrajudicial é uma ferramenta alternativa à recuperação judicial. Nesses casos, o devedor discute o acordo diretamente com seus credores, fora do âmbito judicial. Mas, mesmo assim, o acordo precisa ser posteriormente homologado pela Justiça.

Dívidas estão na casa dos US$ 10 bilhões Foto: Divulgação/Braskem
Dívidas estão na casa dos US$ 10 bilhões Foto: Divulgação/Braskem · Imagem: Source: www.terra.com.br

Paralelamente ao pedido de recuperação extrajudicial, a companhia informa que realizou ajustes nas equipes corporativas e que vai mudar de sede.

Das mais de 300 lojas do Habib's pelo País, apenas 119 são próprias Foto: Divulgação/Habib's
Das mais de 300 lojas do Habib's pelo País, apenas 119 são próprias Foto: Divulgação/Habib's · Imagem: Source: www.terra.com.br

As mudanças, segundo a empresa, fazem parte de um processo de transformação operacional e financeira e vieram após o grupo ter sido comprado em agosto deste ano pela BluSun Capital Partners.

Processo sobre fraude na Americanas tramita em segredo de Justiça Foto: Taba Benedicto/Estadão / Estadão
Processo sobre fraude na Americanas tramita em segredo de Justiça Foto: Taba Benedicto/Estadão / Estadão · Imagem: Source: www.terra.com.br

O comprador é uma sociedade anônima nacional de capital fechado, fundada por Héctor Nuñez, que se tornou CEO da empresa pela segunda vez. Núnez havia comandado a Ri Happy entre 2012 e 2020.

Dívidas estão na casa dos US$ 10 bilhões Foto: Divulgação/Braskem
Dívidas estão na casa dos US$ 10 bilhões Foto: Divulgação/Braskem · Imagem: Source: www.terra.com.br

Nuñez tem mais de 25 anos de experiência no varejo e em grandes organizações: foi CEO do Walmart Brasil e ocupou posições de liderança na The Coca-Cola Company.

Das mais de 300 lojas do Habib's pelo País, apenas 119 são próprias Foto: Divulgação/Habib's
Das mais de 300 lojas do Habib's pelo País, apenas 119 são próprias Foto: Divulgação/Habib's · Imagem: Source: www.terra.com.br

Até abril deste ano, esteve à frente da presidência da Novonor (antigo grupo Odebrecht). O executivo e empresário assumiu o cargo de diretor-presidente do grupo da família Odebrecht em março de 2022, após ter integrado o conselho de administração em 2021.

Héctor Nuñez, CEO da Ri Happy, inicia mudanças para recuperar a empresa

Foto: Alex Silva/ Estadão / Estadão

Fazem parte da nova equipe da Ri Happy, Carlos Fernandes, como diretor operacional; Diego Motta, diretor financeiro; Sandra Haddad, diretora comercial; Alexandra Carrão, diretora de Gente e Gestão, e Robledo Castro, diretor de Tecnologia e Informação.

A empresa destaca que as mudanças são para "reequilibrar a estrutura de capital, otimizar a eficiência operacional, aprimorar a excelência no atendimento às crianças e famílias brasileiras e garantir a sustentabilidade do negócio no longo prazo".

Frustração

O movimento de ajuste vem após uma iniciativa frustrada, segundo o Estadão apurou, de inovar no modelo de negócio. Em meados de junho, o grupo inaugurou no Shopping Morumbi, em São Paulo, um novo formato de loja com a nova bandeira Divertudo. A unidade mistura a venda de brinquedos, entretenimento e experiência, mas não teve bom desempenho em vendas.

Em comunicado, a companhia observa o momento desafiador enfrentado pelo varejo brasileiro, como os juros elevados, as mudanças no consumo, a intensificação da concorrência e os efeitos acumulados da pandemia

Fundada em 1988, com atuação no varejo de brinquedos e produtos infantis, a Ri Happy comprou em 2012 a concorrente PBKids. Em agosto, quando foi comprada pela BluSun Capital Partners, tinha 293 lojas. Dessas, 244 levavam a bandeira Ri Happy, das quais 163 eram unidades próprias e 81 eram franquias. Sob a bandeira PBKids, eram 49 lojas, sendo 42 próprias e sete franquias.

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