A PRF (Polícia Rodoviária Federal) vai adotar uma diretriz especial durante o segundo turno das eleições para restringir a retenção de veículos por infrações administrativas simples, como licenciamento vencido ou lâmpadas queimadas. A medida foi acertada em parceria com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para assegurar que os cidadãos consigam se deslocar e exercer o direito ao voto. A informação foi detalhada pelo diretor-geral da corporação, Fernando Oliveira, em entrevista ao JR Entrevista.Segundo o diretor-geral, o planejamento busca evitar que pendências burocráticas ou pequenos problemas operacionais do veículo se tornem obstáculos à participação eleitoral.“O nosso planejamento vem desde que finalizamos 2024. Sabíamos que tínhamos um trabalho essencial para ajudar a garantir a democracia do país”, destacou Oliveira. “Entendemos que era necessário o desenvolvimento junto com o TSE para construir uma possibilidade de fazer a restrição até na própria retenção de veículos. Porque se você não faz a prisão da pessoa física com o mandado de prisão em aberto, porque o legislador entendeu que o valor democrático e o direito do voto suplanta essa própria persecução penal,muito mais razoável seria você não fazer a retenção do veículo.”Fernando citou como exemplo as pendências puramente documentais. “Eu sempre cito, por exemplo, um licenciamento vencido. Uma restrição puramente administrativa. Não é razoável que naquele dia você vá fazer a retenção do veículo por um licenciamento vencido ou por uma alteração de característica pequena, que não caracterize nada que coloque em risco a segurança das pessoas e dela própria. Você fazer a retenção do veículo impedindo o exercício do voto”Para evitar ambiguidades, Fernando Oliveira fez questão de enfatizar que a restrição pontual a retenções administrativas não significa tolerância com condutas perigosas ou falta de fiscalização nas rodovias. O combate a infrações graves, como excesso de velocidade e combinação de álcool e direção, continuará normalmente.“Não é o liberô-geral. É, em verdade, o respeito ao princípio democrático, sim. O respeito à necessidade do deslocamento para o direito de voto, sim. Mas nós não vamos deixar de fazer a fiscalização da segurança do trânsito”, pontuou. “Porque até para garantir essa fluidez, eu tenho que garantir que o trânsito está dentro das regras do trânsito. Um acidente causa congestionamento, e ninguém quer que o eleitor vá se acidentar e impossibilitar o voto dele e de outros.”A íntegra da entrevista vai au ar às 22h30 desta quarta-feira (21), na RECORD News. O programa também estará disponível no R7, nas redes sociais da RECORD e no RecordPlus.Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp









