A temporada 1963–64 foi a 60.a temporada do Sport Lisboa e Benfica e a 30.a temporada consecutiva do clube na Primeira Divisão, o escalão mais alto do futebol português. O clube participou na Primeira Divisão, na Taça de Portugal, Taça de Ouro da Imprensa e na Taça dos Campeões Europeus. Na primeira época de Lajos Czeizler como treinador, o plantel sofreu várias alterações: as novas contratações incluíram Luciano, Serafim e Yaúca, enquanto Manuel Serra, António Saraiva, António Mendes e o capitão José Águas deixaram o clube. A disputa pelo título manteve-se renhida, mas o Benfica liderou o campeonato durante a maior parte da temporada, acabando por conquistar o seu 13o campeonato. Na Taça de Portugal, chegou à final onde derrotou o Porto para conquistar o troféu, enquanto na Taça de Ouro da Imprensa derrotou o Sporting, vencendo as três provas nacionais. Na Taça dos Campeões Europeus, o Benfica foi eliminado na segunda jornada pelo Borussia Dortmund por 6-2 no agregado, após uma derrota por 5–0 no jogo da segunda mão, marcando a primeira vez em três anos que o clube não chegou à final da competição.

Resumo da Temporada Apesar de ter conquistado o campeonato e de ter chegado à final da Taça dos Campeões Europeus, a direção optou por não manter Fernando Riera, nomeando Lajos Czeizler como o novo treinador. Apercebendo-se da ascensão dos clubes italianos na Europa (entre 1963 e 1965), o Benfica contratou Czeizler vindo da Fiorentina. Conhecido por uma filosofia de futebol ofensivo semelhante à de Béla Guttmann, sob o seu comando a equipa marcou quase o dobro dos golos do segundo classificado do campeonato. Para reforçar a vertente física do plantel, o clube contratou Luciano, Yaúca e Serafim, enquanto António Saraiva, António Mendes, Manuel Serra e o ex-capitão José Águas deixaram o clube.

A pré-época começou a 31 de agosto, com participação no Troféu Ramón de Carranza. Nas meias-finais, o Benfica derrotou o Barcelona, ​​vencedor da Taça das Cidades com Feiras de 1958 e 1960, por 3–2. No dia seguinte, venceu a Fiorentina campeã da Taça das Taças de 1961 na final, com uma vitória por 7–3 após prolongamento, na qual José Torres marcou um hat-trick, Yaúca marcou dois golos e Serafim e Eusébio marcaram um cada. Depois, o Benfica disputou dois jogos da digressão de homenagem a José Águas, derrotando o Porto por 3–2 e o Alhandra por 6–0. Mais dois jogos da mesma digressão foram realizados no final de novembro: uma derrota por 1–0 com o Stoke City e uma derrota por 5–3 com o Sunderland. Ainda em setembro, uma vitória por 1–0 sobre o Belenenses levou o Benfica à final da Taça de Honra, onde perdeu por 3–0 com o Sporting. O primeiro jogo oficial da época realizou-se a 22 de setembro com uma vitória por 12-1 sobre o Luso na primeira jornada da Taça de Portugal. Na fase preliminar da Taça dos Campeões Europeus, o Benfica empatou 3–3 fora contra o Distillery e na segunda mão venceu por 5–0 em casa. Em outubro, a equipa venceu o SC Vianense por 17–1, no somatório dos dois jogos, para a Taça de Portugal e o Seixal FC, Académica e Barreirense no campeonato. O Benfica encerrou novembro com um empate a duas bolas com o Porto, terminando o mês empatado com os mesmos pontos que o Belenenses. Na Taça dos Campeões Europeus, derrotou o Borussia Dortmund em casa por 2–1, num jogo no qual a equipa criou várias oportunidades, mas pecou na finalização, algo que saiu caro pois na segunda mão, sofreu uma derrota por 5–0 na Alemanha, provocando a eliminação mais precoce, em três anos, do clube na Taça dos Campeões Europeus. Em dezembro, o Benfica registou duas vitórias e um empate no campeonato, mas perdeu por 3–1 fora com o Sporting, terminando o ano na liderança com uma vantagem de dois pontos. A equipa deu uma forte resposta em janeiro com quatro vitórias consecutivas, marcando 19 golos e sofrendo apenas três, ampliando a vantagem no campeonato para quatro pontos. Em Fevereiro, o Benfica continuou a boa forma com vitórias sobre o Seixal FC, Académica e Barreirense, mais um empate fora com o Porto. Nos quatro jogos disputados a equipa marcou 24 golos, aumentando a vantagem no campeonato para cinco pontos. Em março, vitórias sobre Belenenses, Vitória de Guimarães e Lusitano de Évora contribuíram para manter a vantagem pontual, apesar do empate em casa a duas bolas com o Sporting. No mesmo mês, o Benfica (campeão nacional de 1962–63) defrontou o Sporting (vencedor da Taça de Portugal de 1962–63) na Taça de Ouro da Imprensa, conquistando o troféu de 3 kg de ouro após com vitória por 5–0. O Benfica, começou o mês de abril com uma vitória caseira sobre a CUF, conquistando o seu 13.o título de campeão nacional com duas jornadas de antecedência. O campeonato conluiu com mais duas vitórias, terminando com mais seis pontos que o segundo classificado. Antes de regressar à Taça de Portugal, a equipa defrontou o Torino no último jogo da digressão de homenagem a José Águas, vencendo por 4–1. Na Taça de Portugal, o Benfica derrotou o Salgueiros (4–1 no agregado), o Lusitano de Évora (11–2 no agregado) e o Belenenses (6–1 no agregado), para chegar à final. A 5 de julho, o Benfica derrotou o Porto por 6–2 no Estádio do Jamor para conquistar o troféu, garantindo a dobradinha nacional e vencendo todas as competições domésticas.

Plantel

Competições

Classificação

Colocação por Jornada

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Segunda Eliminatória

Terceira Eliminatória

Quartos-de-Final

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Final

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Jogos não-oficiais

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Amigáveis

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Referências