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O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) determinou que órgãos civis federais removam tecnologias de inteligência artificial da chinesa DeepSeek de seus sistemas de TI. A ordem também proíbe novas aquisições de produtos e serviços da empresa.

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A restrição inclui ferramentas de empresas afiliadas e serviços de terceiros desenvolvidos com base na tecnologia da DeepSeek. O governo americano aponta riscos à segurança de dados, mas não estabeleceu um prazo para a retirada.

Proibição da IA se junta a restrições recentes impostas pelos EUA a drones e roteadores de marcas chinesas. Imagem:leolintang/Shutterstock

Governo aponta riscos de segurança

A determinação foi emitida com base na Lei de Segurança da Cadeia de Suprimentos de Aquisições Federais, de 2018, após uma análise do Conselho Federal de Segurança de Aquisições.

Segundo o DHS, os modelos de IA da DeepSeek apresentam “múltiplos vetores de ameaça”. O departamento teme que o uso dessas ferramentas por funcionários públicos ou fornecedores resulte na transferência de informações sensíveis para a China.

O órgão também afirma que a tecnologia poderia produzir informações de inteligência sobre cidadãos americanos e agências governamentais. Outra preocupação é a possibilidade de os próprios modelos conterem programas maliciosos ou vulnerabilidades de segurança.

A proibição não se limita aos produtos da empresa chinesa: serviços de terceiros que utilizam implementações de seus modelos também estão sujeitos à medida.

Autoridades americanas alertam que modelos de IA chineses podem conter programas maliciosos e falhas de segurança. – Imagem: Rokas Tenys/Shutterstock

Restrições já atingem outros órgãos

A decisão federal amplia as restrições que já vinham sendo adotadas nos Estados Unidos. O Departamento de Comércio e a Marinha haviam proibido o uso da DeepSeek em dispositivos oficiais. Nova York, Tennessee e Virgínia também adotaram medidas semelhantes.

Em um memorando de julho, divulgado na segunda-feira, 19 de outubro, o DHS orientou as agências federais a monitorar o tráfego de dados que entra e sai dos sites governamentais. A iniciativa busca identificar possíveis riscos associados ao uso da tecnologia.

Entre as medidas adotadas ou propostas pelos Estados Unidos contra tecnologias chinesas estão:

- Testes de eletrônicos: a Comissão Federal de Comunicações (FCC) deve votar em 29 de outubro uma proposta para impedir que laboratórios chineses testem dispositivos destinados ao mercado americano.

- Drones e roteadores: a FCC proibiu a importação de novos modelos de drones chineses e de roteadores de consumo fabricados na China.

- Componentes de hardware: a comissão votou em julho por restrições à venda de dispositivos que contenham componentes de empresas chinesas consideradas riscos à segurança nacional.
- Telecomunicações: a agência propôs impedir que operadoras americanas mantenham conexões com empresas chinesas do setor classificadas como ameaças.
As iniciativas fazem parte de uma política mais ampla de contenção de riscos associados à tecnologia chinesa. Segundo o material de origem, 82% dos eletrônicos dos Estados Unidos eram testados na China no ano passado.
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Até a divulgação das informações, a Embaixada da China em Washington não havia comentado a decisão envolvendo a DeepSeek.
Valdir Antonelli
Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.
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Tags: DeepSeek Estados Unidos Inteligência Artificial privacidade proteção de dados


