Nada justifica a articulação dos caloteiros contra o fair play financeiro

Santos, Corinthians, São Paulo e Botafogo lideram movimento para suavizar aplicação das regras, alegando dificuldades em honrar dívidas. Crédito: Estadão

Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

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Apenas seis times da elite do Campeonato Brasileiro declararam não ter dívidas atrasadas, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), entidade independente criada pela CBF para fiscalizar e regular as finanças dos clubes. Palmeiras, Flamengo, Red Bull Bragantino, Bahia, Chapecoense e Mirassol são as instituições que, embora endividadas como as demais, não possuem registros de atrasos nos pagamentos das pendências.

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O Palmeiras, por exemplo, fechou o ano passado dentro do top 5 de maiores dívidas, na casa de R$ 1,13 bilhão, mas, de acordo com os relatórios enviados examinados pela ANRESF, tem honrado os compromissos.

Os outros cinco times que não declararam dívidas têm números mais baixos que o dos palmeirenses quando considerados os balanços de 2025, caso dos R$ 950 milhões devidos pelo Flamengo. O Mirassol é o que devia menos: R$ 7,4 milhões.

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Palmeiras de Leila Pereira não declarou dívidas atrasadas. Foto: Alex Silva/Estadão
A situação é bem diferente para nomes como Atlético-MG e Corinthians, os maiores devedores do Brasileirão. O clube de Belo Horizonte fechou o ano passado devendo R$ 2,21 bilhões e tem atrasos referentes a vencimentos de atletas e funcionários, pagamentos a outros clubes por transferências e pendências com o poder público.
Esses atrasos incluem dívidas anteriores a 2026, que estão no período de transição, e dívidas feitas a partir de 2026, que já seguem as novas regras de fair play financeiro.
O Corinthians, cuja dívida era de R$ 2 bilhões ao final de 2025 e está beirando os R$ 3 milhões no atual exercício, tem atrasos referentes a todos os tipos de pendências, assim como os atleticanos.
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O clube do Parque São Jorge tem um plano de pagamento coletivo na Câmara Nacional de Resoluções (CNRD), aprovado em novembro de 2024, mas não está cumprindo, por isso o Cuiabá, um dos credores, pede a extinção do acordo. Também há esforços para manter de pé o Regime Centralizado de Execuções (RCE), no qual também há atrasos e ameaças de encerramento mediante reclamações de credores.
Ao divulgar os números, a ANRESF explica que os clubes que não declararam dívidas atrasadas “podem ter dívidas que ainda não venceram, dívidas renegociadas com as parcelas em dia, dívidas em discussão na Justiça ou dívidas com bancos e fornecedores, que ficam fora desta verificação.”
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